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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Aparelhos Ortodônticos - Sorrisos Idiotas

Porque será que toda a gente que agora usa aparelho ortodôntico faz um sorriso tão idiota? Ao "surfar" pelo Facebook deparo-me quase constantemente com toda a gente que usa o dito aparelho, sorri como a menina da foto. Parece que fazem o sorriso de plástico nº5 e depois ficam com um ar de quem tem os dentes a passar do prazo higiénico de consumo. Eu se usasse um desses aparelhos sorriria sim, mas nem me atreveria a mostrar a  dentição, especialmente se tivesse comido caldo verde ao almoço e um pastel de nata 'a sobremesa. Aposto que devem conhecer um bom par de situações embaraçosas com amigos vossos que usam estes artigos nas respectivas dentições. Imaginem se alguém que coloca silicone mamário se pusesse a mostrar os respectivos sacos cada vez que sorrisse? Pensando bem, não é que a ideia me desagrade, mas iria com certeza criar situações desagradáveis. Imaginem a cena no autocarro para a Pontinha e alguém se dirige a uma recém operada menina para perguntar se aquele mesmo autocarro pára na Avenida do Uruguai e a simpática criatura desabotoa a camisa e sorri e responde que sim, mas que antes pára na Luz.

É normal? Algum dentista por aí que me possa elucidar? Ou algum cirurgião plástico que me apresente alguém recém ensacado com semelhante hábito e que viaje no autocarro que vai para a Pontinha? Ou alguém opinioso que tenha tropeçado neste blogue e queira dizer umas larachas?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Oquestrada. Tasca Beat

Na senda do para-folclore e na linha de Anaifa, Deolinda e Diabo na Cruz, Oquestrada veio recentemente alegrar a minha vida com ritmos de fado, ska e quiçá polvilhos de música do leste europeu. Assim como o pai do para-folclore português se situava entre Braga e Nova Iorque, aqui tudo vem envolvido numa ambiência de subúrbio na Margem Sul saudosa do Minho e de África misturada com as movidas do Cais do Sodré e Tóquio, tipo assim como comer um pires de caracóis com champanhe bruto. As letras são homenagens a fadistas portugueses como a Hermínia e o Marceneiro e costumes de antanho como a ginginha e a aguardente na tasca, mas tambem ao Amor e outros estereótipos portugueses como a rua, a emigração e o Tejo. 

Um agradável presente de Natal (atrasado devido ‘as contingências da vida) mas que veio inundar a minha sala de belos tons musicais. Obrigado família Franco.

Azia e Mau Estar.


Ontem, depois da 19:00 veio-me uma daquelas azias ao estômago que só foi curada a muita força de Alka-Seltzer, Gaviscon e água gaseificada. Deve ter sido o jantar que me caiu mal.

Haverá quem esteja pior do que eu, que estou longe de comidas tão condimentadas e fora de prazo e 'as quais só me vem o cheiro, suficiente para me perturbar o estômago. A esses nenhum produto químico já faz efeito, talvez uma purga ajudasse a limpar o dito… e a passar a longa década noite que se avizinha um pouco mais descansado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Portugal na Rede (Video Clip)

Vale a pena assitir



Da autoria do meu amigo Stanis.
Obrigado por me deixares partilhar a tua música.

Ode a um Portugal

Portugal, pais de branca luz que vive ‘a beira de um precipício chamado passado e uma parede chamada futuro.
Portugal pais de trapalhões, onde o roto aponta o dedo ao nu e onde ninguém tem espelhos para se reflectir.
Portugal pais de ladroes, onde os políticos roubam o Estado que rouba o Povo que rouba o Estado. E’ tudo uma questão de perspectiva. 
Portugal onde o Estado é (devia ser) laico, mas ainda ninguém percebeu isso nem mesmo aqueles que dizem que o Estado é laico.
Portugal pais com uma economia de brincar, com um governo de brincar, com pessoas a brincar e com crianças sérias que vão pagar no futuro os erros do presente.
Portugal do Ramalho e do Eça, que em nada mudou nos usos e costumes, nas festas caras e ostensivas dos ricos e das festas caras e populares dos pobres.
Portugal xenofóbico, que não tolera quem é diferente. Nem quem é diferente tolera quem é diferente. 
Portugal do haja feriados ‘a Terça e ‘a Quinta para eu meter mais um dia de férias para não ter de trabalhar.
Portugal dos “empresários” saloios que não têm consciência social. Não têm consciência.
Portugal sobrevivente que tem tido mais sorte do que juízo, e que para ir sobrevivendo assim mais vale não sobreviver.
Portugal de marinheiros sem barcos, de florestas sem árvores, de videiras sem uvas, de oliveiras sem azeitonas e de gente sem alegria.
Portugal de esquerda morta há vinte anos e direita morta há trinta. Paz ‘as suas almas, não as queiram acordar. 
Portugal do Estado monolítico, mono-cultural, mono-sindicalista, monocromático, monótono, mono.
Portugal dos jornalistas incompetentes, cronistas antipáticos e pivôs de telejornal que ainda cheiram a leite.
Portugal dos chineses, dos russos, dos brasileiros, os que compram a divida nacional a juros de usurário. 
Assim não vamos lá. Eu quero um futuro para o meu país, onde este pesadelo seja isso mesmo, um pesadelo. Eu quero os campos da cor do limão quero no verde e vermelho uma nova revolução.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Querem silenciar o povo!!


Os vigaristas do Público apagaram mais de 60 comentários a esta noticia no site!! Eram pelo menos 6 a 7 paginas. Agora so' esta' uma. Os comentários não interessavam ao "establishment" foram cortados. Curiosamente a maioria dos comentarios era de apoio ao Fernado Nobre. E cortaram o meu quando me indignei. Fascistas Sarnentos!!! Não queiram outro escândalo ao estilo Ensitel!! POR FAVOR PARTILHEM. Isto e' inadmissivel... no século XXI!!

Carta a correr para um primo em Portugal

Ola',

Estava aqui a pensar tenho de mandar uma mensagem ao Jónatas vulgo Krrastzepy Epy também conhecido por Be'emoth ou Scopos num outro registo este também anda armado em Fernando Pessoa com tantos heterónimos nem vai caber nos Jerónimos especialmente agora depois destes dias na Suíça mas não não vou mandar mensagem nenhuma sobre as nossas deambulações por terras helvéticas que até incluíram a visita 'as entranhas de um órgão de tubos vejam bem se eu for contar 'as pessoas que fui 'a Suíça para ver entranhas de órgãos de tubos vão pensar este gajo e' maluco então com um país tão bonito cheio de montanhas e vacas que dão leite com chocolate e onde as árvores pela Primavera dão relógios de pulso e este anormal vai-se por a visitar igrejas para ver o interior dos órgãos de tubos mais valia estar sossegado e pronto isto tudo para dizer que ando aqui a cogitar umas ideias sobre umas férias talvez para o ano porque isto vai exigir algum tempo para preparar e um pequeno mealheiro sim porque isto hoje em dia ninguém dá nada de graça a ninguém não que eu esteja a pedir dinheiro a alguém longe disso apenas um aparte para fazer valer o meu ponto sobre economizar para as merecidas férias estava eu a dizer que ando a cogitar sobre irmos nós e vós e porque não a nossa prima Anabela que tão bem nos acolheu a uns e outros numas férias todos juntos 'a Escócia e perguntas tu porque 'a Escócia e não Alhos Vedros ou Ashgabat e eu respondo ahhh porque a Escócia e' uma terra que vale a pena visitar tem muitos castelos, montanhas, chuva, ovelhas, ilhas, monstros em lagos e homens de saia e Alhos Vedros que eu saiba não tem nada disso a não ser os homens de saia 'a beira da nacional dez e Ashgabat é longe e nenhum de nós fala turquemeno e a gente ainda se perde por lá e depois as pessoas vão ficar preocupadas em três países diferentes e a gente não quer dar trabalho nenhum e muito menos preocupações e então podíamos alugar uma auto-caravana assim que desse para três casais eu tenho tenda se a auto-caravana for mais pequena temos é de sortear quem dorme na tenda ou então reveza-mo-nos porque nestas coisas como em todas as outras temos de ser uns para os outros e é mais justo e assim ninguém se chateia porque imagina o que era numas ferias 'a Escócia as pessoas andarem 'a estalada umas com as outras por causa de uma tenda não tinha jeito nenhum mais valia ficar em casa sossegadinho a ver televisão e a comer tremoços ou pistácios mas vai pensando nisso das férias  em auto-caravana tipo uma semana ou coisa que o valha então já sei que vens cá um destes dias diz qualquer coisa que a gente encontra-se la' em Whye ou como é que aquilo se chama ou noutro sitio qualquer a não ser que não nos queiras ver nem pintados de ouro e a gente pronto fica-mo-nos por aqui sossegadinhos talvez ate vá ao supermercado trocar umas moedas de um e dois pence que tenho aqui num jarro de vidro porque também não queremos ser empecilho para ninguém até porque as pessoas 'as vezes querem é estar sozinhas e temos de respeitar o espaço de cada um e pronto é isto que eu ando a fazer nos intervalos dos estudos se não também começo a ficar maluco e depois é que era o cabo dos trabalhos e as pessoas não estão para isso hoje em dia já há  demasiados malucos 'a solta e as pessoas andam muito ocupadas com as suas vidinhas não tem tempo para cuidar dos doidos e por isso é que o mundo está com está e havia de vir uma praga de sarna ou de saraiva que levasse esta desgraça toda deste mundo de uma vez assim talvez eu até pudesse ir ao mercado logo 'a tarde ou amanhã de manhã mais descansado agora que penso nisso tenho de ir comprar uma teca de besugos porque ando com saudades de sardinha assada.

A.R.

Flutuar


Caminho como se estas pernas não fossem minhas (são as tuas pernas)
Sinto-me a flutuar, olho o céu. Neste curto momento não existo, mas sinto a brisa gelada do Vento Norte (que morde como um cão) enchendo-me de vida (um sopro).
‘A minha volta os velhos edifícios, as pontes, os canais; o mundo inteiro flutua e eu flutuo como se estas pernas não fossem minhas (são as tuas pernas)
‘A minha volta tu e as outras pessoas passam e é como se estivesse só no mundo, o meu pensamento voa noutra direcção. Voa para o passado e volta de novo (esquece, não olhes para trás).
Olho de novo para os prédios, as ruas, os canais e o meu caminhar flutua. 
Estas pernas não são as minhas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saudades da Vida: Antonio Lobo Antunes no seu melhor

Veja aqui:

http://aeiou.visao.pt/saudades-da-vida=f583564

Tristesses de la Lune


Ce soir, la lune rêve avec  plus de paresse;
Ainsi qu’une beauté, sur de nombreux coussins,
Qui d’une main distraite et légère caresse
Avant de s’endormir le contour de ses seins,

Sur le dos satine’ des molles avalanches,
Mourante, elle se livre aux longues pâmoisons,
Et promène ses yeux sur les visions blanches
Qui montent dans l’azur comme des floraisons.

Quand parfois sur ce globe, en sa langueur oisive,
Elle laisse filer une larme furtive,
Un poète pieux, ennemi du sommeil,
Dans le creux de sa main prend cette larme pale,
Aux reflets irises comme un fragment d’opale,
Et la met dans son cœur loin des yeux du soleil.

Charles Baudelaire